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![]() Seja Original! Seja Você Mesma! Não deixe que ninguém ofusque seu brilho, porque ele é seu e interessa só a você, e a mais ninguém! Pense com o coração, não com a cabeça! ___________________________________________ NOTÍCIAS!!!¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯ Anfitriões, intérpretes e ganhadores: RBD nos Premios Juventud 2008 O sexteto se apoderou do evento, onde vestidos de super-heróis interpretaram seu novo single Y No Puedo Olvidarte. Os integrantes do RBD foram os anfitriões da noite nos Premios Juventud 2008 onde o grupo obteve 2 prêmios, um deles o Más Buscado e a Combinación Perfecta pela música Inalcanzable em sua versão remix com a dupla Jowell y Randy, onde Christian agradeceu por dar tanto carinho a eles durante estes 4 anos e agradeceu não somente por cuidar do planeta, mas também por cuidar do coração rebelde. O fenômeno musical iniciou a noite ao passar pelo tapete vermalho exibindo vesturários frescos e elegantes, sua intervenção iniciou com uma supreendente abertura onde depois interpretaram seu single Y No Puedo Olvidarte vestidos de super-heróis, e no fim Christian pega um planeta e simula um atlas pela campanha Salvemos al Planeta. Maite não pôde comparecer à premiação por motivos de saúde mas enviou boas vibrações a seus companheiros, agora que estão para iniciar sua turnê pelo leste Europeu. O grupo voltará ao México para se apresentar no aniversário da Televisa Monterrey neste sábado e depois viajará ao estado de Campeche para realizar um show em Ciudad del Carmen no próximo domingo dia 20 de julho. Fonte:: DulceMaria Maite descarta romance entre Poncho e Dulce Maite Perroni não acredita que Dulce María tenha um romance com Poncho Herrera, ainda que se fosse verdade veria como algo positivo. "Eu acho que eles não têm nenhuma relação, há tanta convivência desde tanto tempo que há algo muito bonito entre todos, mas não acho e se sim que bom, mas não acho que seja verdade", expressou Perroni, que tem muito claro que no RBD só existe amizade. Lembrou que ela é muito próxima a suas amizades: "Eu sou muito carinhosa com meus amigos e isso não quer dizer nada". Fonte:: DulceMaria ___________________________________________ MÁFIA, MOVIMENTO E CAMPANHA!!!¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯ ![]() ![]() ___________________________________________ WEB NOVELAS!!!¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯ Comunidade das Webs RbDpRaSeMpRe1000 ![]() NOME: “Amanhecer Contigo” AUTORA: Linda Howard Durante dois dias nada perturbou o feliz fascínio que os envolvia. Seu compromisso alegrou a todo mundo, desde o taciturno Miguel até a efervescente Anahí. Alberta estava tão contente como se ela tivesse feito tudo, e Ângela passava o dia cantarolando. Anahí lhes transmitiu a felicitação de Alfonso. Saltava a vista que todos queriam um casamento, e Dulce quase esqueceu pelo que havia sido tão cautelosa no princípio. No terceiro dia, Anahí foi jantar, só e pálida, ainda que tranqüila. Anahí: Melhor que eu conte antes para vocês antes que descubram por outra pessoa - disse com calma - Alfonso e eu nos separamos. Dulce sufocou um gemido de surpresa. Durante as semanas anteriores havia estado tão bem que havia deixado de se preocupar por eles. Olhou rapidamente para Chris e surpreendeu de novo sua mudança de expressão. O havia visto risonho, apaixonado, brincalhão, zangado, até assustado, mas nunca antes o havia visto tão concentrado e colérico. De repente se deu conta de que nunca havia sentido por completo a força de sua personalidade porque sempre havia temperado seus atos por consideração a ela. Agora, enquanto se disponibilizava a defender a sua irmã, sua energia pura e forte era refletida em seu rosto. Chris: O que quer que eu faça? - perguntou a Anahí em um tom tranqüilo e letal. Ela o olhou e até sorriu. Seus olhos estavam cheios de amor. Anahí: Nada - disse com simplicidade - Isso é algo que tenho que solucionar com Alfonso. Por favor, Chris, não permita que isto interfira na relação profissional de vocês dois. É mais culpa minha que sua, e não seria justo que pagasse com ele. Chris: Por que a culpa é tua? - grunhiu ele. Anahí: Por não amadurecer nem deixar claras as minhas prioridades até que era já muito tarde - contestou, e em sua voz apareceu uma nota forte - Não vou me dar por vencida sem lutar. Não me faça mais perguntas, porque não vou respondê-las. É meu marido, e é um assunto privado. Chris a olhou em silêncio um momento e logo assentiu com a cabeça brevemente. Chris: Está bem. Mas você já sabe que farei tudo o que puder, quando me pedir. Anahí: Claro que sim - retrucou ela, e seu semblante se relaxou - É que isto tenho que fazer sozinha. Tenho que aprender a lutar em minhas próprias batalhas - enquanto falava lançou a Dulce um olhar que parecia dizer: “Vê? Eu estou tentando”. Dulce assentiu com a cabeça, compreensiva, e ao levantar a vista viu que Chris havia surpreendido seu gesto e a estava observando com férrea determinação. Dulce sustentou o olhar sem expressão alguma. Ele podia perguntar, mas ela não tinha porque responder. Se Anahí queria que seu irmão soubesse que tentava por distância entre eles, que dissesse ela. Senão, Chris teria que averiguar por si próprio. Alfonso e Anahí não necessitavam novas interferências em seu matrimônio, e se Chris descobrisse que ele era o motivo fundamental de sua separação, era muito capaz de falar com Alfonso. Essa noite, depois de fazer o amor a Dulce com uma intensidade que a deixou aturdida e sonolenta, disse languidamente: Chris: O que você e Anahí estão escondendo? Todos esses olhares têm que significar alguma coisa. Dulce se deu conta de que era uma armação e lutou para acordar. Chris havia feito amor como sempre e havia esperado que estivesse meio sonolenta para pegá-la desprevenida. Para amenizar a situação, Dulce ficou a seu lado e deslizou a mão por suas costas em uma longa e lenta carícia. Ao alcançar suas coxas, notou que todo seu corpo ficava tenso. Dulce: Não era nada - murmurou ao mesmo tempo em que depositava beijos suaves e ardentes sobre seu peito - Só uma conversa que tivemos no dia que me levou pra comprar essa roupa tão sexy que você tanto gosta. Ela deve de ter um fascínio secreto pela roupa de baixo indecente. Foi ela quem escolheu quase todas essas camisolas transparentes, e logo me presenteou essa lingerie de Natal. Os dedos fortes de Chris se fecharam em torno de seu pulso para separar a mão. Se inclinou e acendeu a lâmpada, que os banhou de luz. Dulce o observava, consciente de que queria ver as matrizes de sua expressão. Tentou ocultar seus pensamentos, mas uma inquietante frieza recorreu sua pele enquanto olhava os olhos verdes e penetrantes de Chris. Chris: Não tente mudar de assunto - disse ele com dureza - Estava advertindo Anahí para que se afastasse de Alfonso? Lá vinha ele com isso outra vez! Ela se empertigou, zangada e dolorida porque a haviam acusado constantemente de ver Alfonso às escondidas. Como ele podia pensar tal coisa dela? Havia aceitado se casar com ele só dois dias antes, mas por alguma razão não podia tirar da cabeça dele que não estava com nenhum outro homem. Se sentou, o lençol escorregou até sua cintura, mas estava tão aborrecida que não lhe preocupava sua nudez. Dulce: Posso saber o que acontece com você? - perguntou, furiosa - Parece um disco quebrado. Por que suspeita de mim? Por que acredita que sou sempre eu que causo os problemas de Anahí e Alfonso? Chris: Porque Alfonso não tira o olho de você quando estão juntos - respondeu, sua boca uma linha dura. Dulce: Eu não tenho culpa disso - era uma acusação tão injusta que dava vontade de gritar. Chris: Ah, não? - replicou ele - Cada vez que ele te olha é como se estivesse mandando mensagens secretas. Dulce: Você acaba de me acusar de fazer o mesmo com Anahí. Também acredita que estou saindo com ela? - estalou Dulce. Apertou os punhos em um esforço por controlar a fúria que brotava dentro dela. Seria absurdo perder as estribeiras, de modo que se obrigou a respirar fundo para acalmar-se e procurou relaxar os músculos. Chris a olhava com os olhos encostados. Chris: Se não tem nada para ocultar, então por que não me diz o que Anahí queria dizer? - perguntou. Outro estratagema. Dulce engoliu o golpe e se deu conta de que havia voltado a surpreendê-la com a guarda baixa. Dulce: Se tem tanta curiosidade, por que não pergunta à ela? - disse com aspereza, e voltou a deitar-se. Deu-lhe as costas e se tampou com o lençol até o queixo.Ouviu o sussurro de sua respiração ao passar entre os dentes um instante antes que lhe arrancasse o lençol e a arremessasse aos pés da cama. Uma mão de ferro enganchou seu ombro e a fez voltar-se de costas. Chris: Não me dê as costas - avisou ele com suavidade, e o frio desassossego de Dulce se transformou em um gélido temor. Em silêncio, o rosto pálido e crispado, tirou a mão de seu ombro. Nunca, jamais, havia podido suportar passivamente a violência, nem sequer quando resistir podia custar uma dor muito maior. Não pensava; racionava de maneira instintiva, com a resistência automática de quem lutava por sobreviver. Quando Chris estendeu o braço até ela, zangado por sua resposta, iludiu seu contato e saiu da cama. Não importava que se tratasse de Chris. De alguma maneira isso piorava as coisas. A imagem de Chris se mesclava com a de Guilhermo, e ela sentia uma dor penetrante que ameaçava fazê-la cair de joelhos. Havia confiado nele, o havia amado. Como podia ter ficado assim com ela, sabendo o que sabia de seu passado? A sensação de haver sido traído quase a asfixiava. Ele se levantou de um salto e estendeu os braços no instante em que Dulce esticava a mão até a fechadura. A agarrou pelos cotovelos e a fez girar. Chris: Você não vai à nenhuma parte! - grunhiu - Volte para a cama. Dulce se desviou e se encostou de costas na porta. Seus olhos azuis, fixos nele, pareciam dilatados e cegos. Dulce: Não me toque - disse com voz rouca. Chris voltou a esticar os braços até ela, mas se deteve bruscamente ao ver seu olhar fixo. Estava branca, tão pálida que parecia a ponto de desmaiar apesar de que se mantinha muito erguida. Dulce: Não me toque - repetiu, e ele deixou cair os braços. Cjros: Acalme-se - disse em tom tranqüilizador - Não está acontecendo nada. Não vou te machucar, querida. Vamos voltar pra cama. Ela não se moveu. Seguia com os olhos cravados nele, calibrando cada um de seus movimentos, por mais leves que fossem. Até a dilatação de seu peito cada vez que respirava parecia dar medo em seus sentidos. Notava a leve vibração das suas narinas, a flexão de seus dedos. Chris: Não vai acontecer nada - repetiu Chris - Nós discutimos, nada mais. Só foi uma discussão. Você sabe que não vou te bater -estendeu a mão lentamente até ela, e Dulce viu aproximar seus dedos. Sem se mover, seu corpo se encolheu sobre si mesmo, encolhendo para evitar seu contato. Justo antes que a tocara, deslizou rapidamente para um lado e se afastou de sua mão. Ele a seguiu inexoravelmente, movendo-se com ela sem chegar a se aproximar. Chris: Aonde vai? - perguntou-lhe com suavidade. Ela não respondeu. Seus olhos tinham uma expressão apreensiva. Já não o olhava fixamente, às cegas. Chris estendeu as mãos com as palmas até em cima como um gesto de súplica. Chris: Céus, me dê as mãos - sussurrou; o desespero corria por suas veias engrossando seu sangue - Acredite em mim, por favor. Jamais te machucaria. Volte para a cama comigo e me deixe te abraçar. Dulce o olhou. Se sentia estranha, como se uma parte de seu ser observasse a cena de longe. Isso havia acontecido já com Guilhermo, como se de algum modo tivesse que se distanciar da feiúra do que lhe ocorria. Seu corpo havia reagido irracionalmente, tentando se proteger, enquanto sua mente punha em funcionamento seus próprios mecanismos de defesa cobrindo o que acontecia com um véu de irrealidade. Agora aquela mesma cena voltava a se repetir com Chris, mas era de certo modo diferente. Hayes nunca havia ido atrás dela, nunca havia falado com voz suave e ronronante. Chris queria que lhe desse as mãos e voltasse com ele para a cama, que se deitasse a seu lado como se nada tivesse acontecido. Mas o que havia acontecido na realidade? Ele havia se zangado e a havia agarrado pelo ombro e a havia atirado de costas... Não, esse havia sido Guilhermo. Guilhermo havia feito isso uma vez, mas não estavam na cama. Franziu cenho e levantou ambas mãos para ficar de frente. Deus, nunca poderia se livrar de Guilhermo, do que havia feito? A irritação de Chris havia desencadeado a lembrança de outra época, e ainda que não havia confundido suas identidades, havia reagido como se estivesse em frente a Hayes e não a Chris. Chris não havia lhe machucado; estava zangado, mas não havia lhe machucado. Chris: Me diga? Está bem? Dulce quase não podia suportar sua voz angustiada. Dulce: Não - disse com a voz sufocada por suas mãos - Me pergunto se alguma vez estarei bem. De repente sentiu seu contato, suas mãos nos braços, atraindo-a lentamente até ele. Sentiu sua tensão quando a abraçou. Chris: Claro que sim - disse ele beijando sua testa - Volte para a cama comigo. Você sente frio. Ela sentiu de repente o frio da noite sobre seu corpo nu. Caminhou com ele até a cama, deixou que a enfiasse entre os lençóis e que a agasalhasse com o edredom. Ele rodeou a cama até o outro lado, apagou a lâmpada e se enfiou na cama com ela. Com muito cuidado, como se tentasse não assustá-la, a estreitou entre seus braços e a abraçou com força. Chris:Te quero - disse na escuridão, e sua voz baixa vibrou sobre a pele de Dulce - Me diga, juro que não voltarei a te tocar quando estiver nervoso. Te quero demais para te fazer passar por isso outra vez. Lágrimas ardentes queimaram as pálpebras de Dulce. Como ele podia se desculpar por algo que era essencialmente uma fraqueza sua? Quanto tempo tardaria em começar a detestar aquela falha de seu caráter? Não poderia se comportar espontaneamente com ela, e aquele esforço acabaria por separá-los. Os casais normais tinham discussões, gritavam, conscientes de que suas raivas não danificavam o amor que tinham. Chris teria que se conter por medo de outra cena daquelas. Se sentiria asfixiado por ela e chegaria a odiá-la? Chris merecia uma mulher completa e livre, como era ele. Dulce: Seguramente o melhor será que eu vá embora - disse Dulce, e tremeu a voz apesar de que tentou moldá-la. O braço que tinha abaixo do pescoço se tencionou, e Chris se apoiou sobre o cotovelo e pairou sobre ela na escuridão. Chris: Não - disse com a firmeza que ela havia tentado conseguir em vão - Este é seu lugar, e você vai ficar aqui. Vamos nos casar, lembra? Dulce: É isso que estou tentando dizer - protestou ela - Como vamos viver juntos se tem que vigiar constantemente o que você diz e faz por medo de me perturbar? Acabaria me odiando, e eu odiando a mim mesma. Chris: Você se preocupa por nada - disse ele secamente - Eu jamais te odiarei, então se esqueça disso. O fio de sua voz a cortava como uma navalha. Ficou calada, perguntando-se por que havia cometido a estupidez de acreditar que poderiam ter uma vida normal. Deveria ter aprendido já que o amor não estava destinado a formar parte de sua vida. Chris não a queria. Talvez não havia dito seu senso comum desde o princípio? Estava cismado com ela, se sentia atraído pelo desafio de seduzi-la e pela atmosfera de estufa que havia gerado sua intensa reabilitação. As estufas produziam flores espetaculares, mas ela deveria ter percebido que essas flores não se davam no mundo real. Necessitavam uma atmosfera protegida; quando ficavam expostas aos elementos, pouco hostis, da vida cotidiana, murchavam e morriam. A flor do amor de Chris havia começado já a murchar, aniquilada não por sua atração por outra mulher, como ela havia temido, senão por sua exposição diária a vida cotidiana. CONTINUA... ~~ ~~ ~~ ~~ ![]() NOME: “A Senhora do Lago” AUTORA: Elizabeth Mayne!! Capítulo Sete Depois de ouvir as más notícias narrada pela mãe de criação, Dulce decidiu ir a Wootton verificar pessoalmente os prejuízos causados pelo incêndio. Aproveitaria a jornada para certificar-se de que os escravos de Leam haviam sido libertados. Dessa vez, preferiu não viajar sozinha. Trajou-se de acordo com sua posição, escolhendo sua melhor saia e uma túnica de trama colorida e elaborada, que lhe chegava até os joelhos. Para completar, colocou polainas e botas confortáveis para cavalgar. Assim que ficou pronta, reuniu uma guarda de guerreiros leais para escoltá-la. Quando chegou a Wootton, encontrou sete dos vinte escravos libertados por Christopher perambulando, desorientados, por entre os escombros do vilarejo. Haviam perdido suas mulheres, filhos e casas, mas curvaram-se diante da princesa de Leam como homens livres. Cada um ansiava por reconstruir a própria vida, como faziam os estóicos filhos de Leam havia séculos. Gratos por recuperarem a liberdade, saudaram sua princesa com palavras repletas de esperança. O vice-rei de Uckermann lhes falara sobre paz duradoura e prometera indenização pelo serviço forçado. Quatro deles haviam concordado em continuar trabalhando na pedreira. Não lhes desagradava a idéia de cortar blocos de granito para as muralhas do castelo do vicking, e gostavam de entalhar e esculpir belos dintéis e peças decorativas para a fachada. Dulce escutou-os, pensativa. Christopher Uckermann intrigava-a. Primeiro, insultara-a da maneira mais infame e, agora, tratava seu povo com inesperada justiça. Por quê? O que teria em mente? Determinada a investigar-lhe os planos, ordenou à sua guarda que a acompanhasse até Uckermann. Precisava vê-lo, conversar com ele, e nem os protestos dos seus fiéis soldados a dissuadiram da idéia. Além disso, ainda não haviam discutido a questão sobre o danegeld, a taxa adicional que devia ser paga pela ocupação das terras. Tampouco haviam chegado a um acordo quanto à invasão das terras de Poncho. Selwyn: Milady, não é prudente entrar nesse castelo sozinha - Selwyn insistiu, preocupado. Parada com sua escolta diante da paliçada de madeira que rodeava a fortaleza, Dulce admitiu para si mesma que cometera um erro, três noites antes, ao enfrentar seu adversário no território dele. Dulce: Talvez você tenha razão - concordou. - Vá até o portão e faça anunciar ao vice-rei que estou disposta a encontrá-lo no carvalho do rei Offa uma hora antes do crepúsculo. Ele deverá ir sozinho, caso contrário o encontro será cancelado. Selwyn ponderou sobre a ordem antes de cumpri-la. O velho carvalho situava-se num ponto da floresta onde seria fácil proteger a princesa contra eventuais emboscadas. Sim, o plano era bom. Satisfeito, conduziu o cavalo até os portões e transmitiu a mensagem de Dulce. Rig estava por perto quando Selwyn deu o recado. Rig: Espere, senhor - Rig deteve-o quando já fazia meia-volta. - Lorde Christopher preferirá ouvir de sua boca a mensagem da princesa de Leam. Aguarde um minuto e eu o trarei aqui. Selwyn apertou os olhos, desconfiado, mas não detectou nenhum hostilidade. Fitando com firmeza o jovem vicking, decidiu que ele poderia trazer até seis homens do mesmo porte que não faria diferença: poderia dar cabo de todos, se necessário. Selwyn: Esperarei apenas um minuto, não mais. Corra vicking. Traga o seu vice-rei. Rig não desperdiçou tempo discutindo. Correu para o castelo, gritando o nome de Christopher. Chris: O que houve? - O vice-rei estava justamente descendo a escada, tendo trocado as vestes após o banho. Selwyn: Há um guerreiro pintado no portão. Um celta, trazendo uma mensagem da princesa. Eu o retive com a promessa de que milorde lhe falaria pessoalmente. O senhor virá comigo? Chris: Aye - Christopher sorriu, estendendo as mãos para que Eli lhe entregasse a espada e o escudo. Enquanto descia os degraus da frente, perguntou a Rig: - Que tipo de pintura o guerreiro exibe? Rig: Uma coisa terrível. - Os olhos azuis do rapaz faiscaram. - Um falcão em pleno vôo no ombro esquerdo e uma serpente ao longo do braço direito. Sem tecer comentários, Christopher apressou-se a chegar ao portão. Chris: Sou Christopher Uckermann, vice-rei de Uckermann - apresentou-se ao avistar o homem com a pintura descrita. Selwyn: E eu sou Selwyn de Leam. Chris: Um dos guerreiros de Dulce Saviñon? Selwyn: Sim - Selwyn confirmou com orgulho, permitindo que seu cavalo erguesse as duas patas dianteiras na direção do dinamarquês, levantando uma nuvem de poeira. O vicking era um gigante perto dos gigantes de sua raça. Os boatos traduziam bem a realidade. Seu cabelo era tão negro quanto o de Selwyn fora um dia, embora o estrangeiro o usasse de modo feminino, solto e espalhado pelos ombros. O dele estava sempre preso numa única trança grossa que lhe descia pelas costas como uma tatuagem, símbolo de sua honra e coragem. Chris: Bem? - Christopher nem pestanejou diante da bravata do celta. - O que deseja sua alteza? Selwyn: Marcar um encontro no carvalho do rei Offa, uma hora antes do pôr-do-sol. Vá sozinho, vicking, ou não a verá - Selwyn deu o recado e esporeou o cavalo. O animal recuou e tornou a erguer as patas da frente antes de sair em galope pela estrada poeirenta. O manto escarlate do guerreiro tremulou no ar como um estandarte. Rig: É uma cilada, milorde - Rig preveniu-o, expressando os temores que o assaltavam. Chris: Encontre alguém que saiba onde fica esse tal carvalho - Christopher replicou, já resolvido a comparecer ao encontro. Cilada ou não, iria ao encontro da princesa. As previsões de Theo assomaram-lhe à mente, advertindo-o de que Dulce partiria em breve. Aquela talvez fosse a única oportunidade de convencê-la a mudar-se para Uckermann. - Levarei Sarina comigo, e você, Maynard e Thorulf me seguirão a distância. Não quero que a princesa se sinta ameaçada. Rig: Nesse caso... - Rig encolheu os ombros, desistindo de concluir a frase. Nada mais havia a dizer. Christopher daria conta de uma dúzia de homens da idade daquele celta, e Sarina poderia derrotar a tribo inteira. Não faltava muito tempo para o crepúsculo, de forma que tinham de tomar providências sem demora. Descobriram que o carvalho do rei Offa era o mesmo onde haviam parado para descansar, na chegada a Uckermann. Christopher galopou sozinho a partir de Wootton, com Sarina correndo ao lado de Titan. Dulce galopou pela Fosse Way, confiante porque seus guerreiros estariam escondidos nos arbustos próximos da velha árvore. Eles não teriam como ouvir a conversa com o vice-rei, mas estariam lá se precisasse de ajuda. E isso era o bastante. Ao se aproximar do carvalho, segurou as rédeas de Ariel com mais força. O cavalo, farejando o cheiro da loba, moveu a cabeça com inquietação, Dulce lançou um olhar à expressão sombria do rosto do vicking que se aproximava, vindo em sentido contrário. Por um instante sentiu medo. Apertou ainda mais as rédeas e rilhou os dentes, ordenando a si mesma que não reagisse como uma covarde. Dulce: Pare onde está! - bradou. - Não ouse aproximar-se, pois sua loba perturba meu cavalo. Chris: E quanto a você? Será que o dono da lobo a perturba? - Christopher provocou-a, detendo o cavalo e fazendo um sinal a Sarina para que se deitasse. Nove longos metros os separavam. Aliviada com a distância, Dulce deixou escapar um suspiro e acariciou o pescoço de Ariel, a fim de acalmá-lo. Dulce: Talvez... - ela admitiu, recordando a sensação dos lábios dele em seu corpo. A lembrança da própria vulnerabilidade a fez enrubescer. Dessa vez, cuidaria para que se limitassem aos assuntos que deviam discutir, seu povo, as terras e as indenizações. Christopher olhou em torno, esquadrinhando as árvores copadas. Tinha certeza de que os soldados da princesa se ocultavam nos galhos, porque Sarina se pusera em posição de alerta, olhando naquela direção. Chris: Pois nada tem a temer. Aproxime-se um pouco, ou ficaremos roucos de tanto gritar. Cautelosamente, Dulce comandou Ariel para avançar alguns metros, sem deixar de fitar seu adversário por um só instante. Christopher sustentou o olhar, observando que ela novamente arrumara os cabelos em cachos voluptuosos, que flamejavam como fogo sob o sol poente. A gargantilha desaparecera de seu pescoço, deixando em seu lugar uma faixa de pele mais clara, que enfatizava a ausência da jóia. Chris: Boa tarde, milady - saudou-a, curvando-se quando seus cavalos se posicionaram frente a frente. Dulce: Boa tarde, lorde Christopher - ela retribuiu, fazendo uma graciosa reverência, típica das cortes. - Você foi pontual. Chris: Que homem se atrasaria para um encontro com você? Dulce: Apenas aqueles que nada tivessem a lucrar com o compromisso. Chris: Ou aqueles cujo sangue já não ferve diante de uma mulher tão bela. A que devo o prazer de revê-la? Dulce: Queria agradecer por libertar os homens do meu povo. Você age depressa quando convém a seus propósitos. Chris: E que propósitos seriam esses, alteza? Eu já lhe transmiti as ordens dos reis. A segurança da fronteira entre os dois reinos deve ser assegurada o quanto antes. Dulce: O melhor modo de garantir a segurança da fronteira seria a sua retirada imediata. Chris: Isto, como sabe, está fora de questão. A minha presença lhe desagrada tanto assim? As lembranças da outra noite mais uma vez voltaram à mente dela. O cheiro daquele homem, a força de seus músculos, a aura de poder e masculinidade. Admirava a pele amorenada, os cabelos negros e os olhos de um tom tão escuro de azul que pareciam quase negros sob a sombra do carvalho. Não, a presença dele, na verdade, agradava-lhe mais do que seria desejável, especialmente por ser uma sacerdotisa. Um vivo rubor tornou a tingir-lhe as faces. Dulce: O título da colina de Uckermann lhe pertence - replicou, desviando-se da pergunta. - Não o disputarei mais. Contudo, Leam e a floresta pertencem a mim. E seus homens reduziram Wootton a cinzas. Quero a sua palavra de que as queimadas cessarão. Chris: Já lhe dei minha palavra, princesa. Lamento a destruição da sua aldeia e sinto-me aliviado por constatar que milady escapou sã e salva - Christopher declarou com sinceridade. - Fiquei alarmado quando me informaram do incêndio, pois você me levou a crer que morava na cabana de Wren, em Wootton. Dulce preferia deixá-lo acreditar em qualquer coisa a revelar-lhe a verdade, que ela, as irmãs e o irmão não tinham mais nenhuma casa que pudessem chamar de lar. De que lhes adiantaria viver no castelo de Chester, se já não havia leamurianos suficientes para defendê-lo? Chris: Venha comigo para Uckermann, Dulce. Lá poderemos sentar-nos calmamente e discutir meus planos para Uckermann e Leam. Eu lhe mostrarei como os nossos povos podem conviver em paz. Dulce: Planos que incluem casamento? - ela indagou com certa rispidez. - Não, muito obrigada, vicking. A hostilidade da resposta feriu a autoridade que Christopher conquistara tão duramente. Será que teria de lembrá-la que quem detinha o poder de fato era ele? Chris: Você não é tutelada do rei Alfred de Wessex? Dulce: Alfred é guardião de Leam - Dulce retrucou com serenidade, esforçando-se para não reagir aos maus modos com que a pergunta fora formulada. - Devo ao rei pouco mais do que respeito por ser mais velho do que eu. Apenas meu pai poderia me ordenar que me casasse. Ele, não. Christopher controlou-se para não explodir. Como era ingênua aquela princesa! Chris: Então, por que marcou este encontro? Qual o objetivo desta conferência? Dulce ergueu o queixo, num gesto de orgulho. Dulce: Desejo saber quando você pagará as taxas que me são devidas. - Jamais necessitara tanto de ouro. Ouro para apaziguar a Senhora do Lago e todos os deuses que ela ofendia diariamente com suas dúvidas e indecisão. Ouro bastante para abrandar a fúria dos espíritos da terra, dos ventos, e das águas, para convencê-los a abrir mão do sacrifício de um pequeno rei de doze anos. Christopher não conteve um suspiro. Será que ouro era tudo o que interessava àquela tola? Chris: Dulce, receio que você conheça muito pouco sobre leis. Dulce: Por que diz isso? Chris: Porque é verdade, milady. - Desta vez, Christopher recorreu a toda a sua paciência. - O wergild, as taxas de que tanto fala, não lhe pertence. Mesmo eu tendo descoberto o erro de Embla ao matar todos os seus vassalos, seus homens livres e escravos, o pagamento é devido ao rei ofendido. Guthrum ou Alfred seria o beneficiado com as taxas. Dulce fitou-o como se ele houvesse subitamente se transformado em algum tipo de dragão, cuspindo fogo através das palavras. Um profundo horror arregalou-lhe os olhos e entreabriu-lhe os lábios. Dulce: Não. Não pode ser. Você está enganado. Eu li o tratado. Christopher balançou a cabeça. Chris: Eu também. Na verdade, Dulce, eu redigi muitos tratados desse tipo para meu irmão Guthrum. Passei vinte anos de minha vida atuando como penhor da boa fé dos dinamarqueses, nas cortes e terras mais distantes. O ouro, em si, não significa nada. Não passa de dinheiro sujo, ou de uma garantia da paz, mas, em qualquer caso, é sempre fundido com sangue. Venha comigo para Uckermann. Lá eu tenho documentos e testemunhas para provar o que lhe disse. Posso ensinar-lhe tudo o que aprendi a esse respeito. CONTINUA... Agradecimentos:Clarinha, Bibinha, Aninha, Lia, Leeh, Ana, Júlia, Fe, Isa, Nathy, Fernanda e todos os flogs presentes... Obrigada... Vo postar duas vezes agora, e mais uma a noite pra compensar q eu ñ postei ontem hein, hihi, bjaum povo, amo vcs!!! Comentários Por opção do(a) responsável por este flog, apenas ele(a) poderá ler os comentários enviados para esta foto. | FAVORITOS LINKS |