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20/08/2008 às 16:13:36


Tudo que é bom dura pouco, mas o suficiente para se tornar INESQUECÍVEL!!!

"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la" (BOB MARLEY)

Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.
Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.


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NOTÍCIAS!!!
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Fim de RBD pode ser estratégia de marketing


Segundo a página de Internet Vida de Celebridade mesmo que já anunciaram o fim da banda RBD, o agrupamento mexicana deve durar muito tempo ainda.

A publicação afirma que o anúncio tem seu objetivo: atrair mais a atenção dos meios e principalmente de seus seguidores, já que estão a ponto de iniciar as gravações de seu novo disco e a busca por bilhetes dos concertos do sexteto se reduziu consideravelmente.

RBD ainda tem um disco pendente e a chamada 'gira do adeus' que deve durar um ano, além da promoção do novo CD.

A própria Anahí pediu aos admiradores do grupo que façam uma marcha no próximo dia 23 de agosto, alegando que só os admiradores podem mudar o destino de RBD. Já Christian Chávez, disse que se inteirou do fim de seu grupo por telefone e que chorou muito, porque o tomou de surpresa o comunicado difundido na sexta-feira passada (15).

Na sexta-feira, depois do festejo das 100 representações do musical Avenida Q, onde atua Chávez, o cantor afirmou à imprensa: "Não quero dar nenhuma declaração, porque não tenho muita informação, Pedro não está no México e o melhor é falar com todos meus companheiros e depois dar uma resposta. Dulce María se foi à Itália, porque lá se casou sua irmã, Christopher, Anahí e Poncho estão de férias, mas a terça-feira nos vamos à Espanha e praticaremos com Pedro", comentou o artista, que disse estar "muito tirado de onda".
Font:: labotana

RBD com um Adeus polêmico!


Depois de informar que a dissolução do sexteto mexicano RBD se fará após uma gira de despedida, o anúncio da ruptura do grupo chega com polêmica, já que uma de seus integrantes, Anahí, assegura desconhecer os motivos reais da desintegração.

Uma agência de notícias recolheu declarações da cantora publicadas em um jornal mexicano, onde a loira cantora afirmou:

"Chavos, sejamos honestos. Eu penso que se os concertos se enchessem como antes e se vendessem discos como antes, RBD não se acabaria, mas... a verdade é que isso eu acho que é o principal fator... Sem seu apoio isto se acaba", declarou a cantora.

Depois que quatro anos de sucessos, os intérpretes de Rebelde se separarão em 2009, depois de concluir a viagem que já têm prevista por diferentes países. Igualmente, gravarão um disco no mês de outubro, que sairá à venda antes que finalmente o grupo se dissolva.

Poncho, Anahí, Christopher, Dulce, Christian e Maite, confirmaram em um comunicado sua separação, onde asseguraram que juntos realizaram "um sonho que jamais imaginamos que poderíamos alcançar".

Se mostraram especialmente agradecidos com todos seus seguidores. "Deixamos uma pegada indelével nas vidas de milhões de pessoas... Nossos admiradores!". A eles se dirigem: "os senhores marcaram nossa vida de uma maneira inigualável; os levaremos em nosso coração por sempre".

A turnê iniciará no próximo dia 21 de agosto em Madri, por isso se transformará no lugar onde comece "o princípio desta etapa final".
Fonte: Ritmosonlatino



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MÁFIA, MOVIMENTO E CAMPANHA!!!
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WEB NOVELAS!!!
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Comunidade das Webs RbDpRaSeMpRe1000


NOME: “O Guerreiro do Deserto”
AUTORA: Nalini Singh



O Guerreiro do Deserto

Zulheina, o lendário reino do deserto, pertence a Christopher por direito de herança. E ele é o tipo de homem que não abre mão do que lhe pertence. Isto significa que terá de reconquistar uma mulher muito especial — que partiu seu coração anos atrás, na Nova Zelândia. E assim que a atrair para seu reino, pretende mantê-la em sua vida para sempre... Porém Dulce Maria Saviñon não é tão facilmente domável. Sua inocência intocada e sensualidade estonteante ameaçam, mais uma vez, colocar o altivo sheik de joelhos e fazê-lo se perguntar quem é o verdadeiro prisioneiro.

CAPÍTULO 1

- Não ponha os pés em Zulheina a não ser que esteja pronta a permanecer para sempre. Eu a raptarei assim que pisar no aero¬porto.

Com as mãos trêmulas, Dulce seguiu para as portas de vi¬dro por onde deixaria o aeroporto e chegaria à terra de Christopher.

- Senhorita...

Ela olhou sobressaltada para o rosto sorridente do homem que aparentava ser uma autoridade do aeroporto.

Dulce: O que foi?

- Você está indo para a direção errada. Os táxis e carros de locadoras ficam do outro lado.

Dulce: Ah! – ela se sentiu tola.

É claro que Christopher não cumpriria sua ameaça tão literalmente. Ele estava zangado o bastante para assustá-la quando a preveniu contra sua vinda. Agora, Christopher era um homem impassível e controlado, a quem ela tinha visto várias vezes pela televisão, nas conversações de paz entre países árabes em guerra. Seu Christopher era agora conhecido como Christopher al Huzzein Donovan Zamanat, o sheik de Zulheina, líder de seu povo.

Dulce: Obrigada – ela ainda conseguiu dizer.

- O prazer é meu. Vou levá-la até a condução.

Dulce: E muito gentil da sua parte. Mas, e os outros visitantes?

- A senhorita é a única estrangeira deste vôo.

Dulce: Eu não me havia dado conta – ela admitiu.

- Zulheina esteve fechado para visitantes.

Dulce: Mas eu sou uma visitante – ela se perguntou se seria um exagero esperar que Christopher a raptasse. Nenhuma mulher em sã consciência desejaria ser capturada por um sheik que a des¬prezasse, mas ela há muito tempo abandonara a lógica e a sanidade.

- É que Zulheina começou a permitir novamente a entrada de estrangeiros esta semana.

Dulce: A entrada de visitantes foi proibida por causa do luto? – perguntou em tom baixo, respeitoso.

- Sim, a morte de nosso sheik e sua amada esposa foi um golpe trágico para o povo – os olhos dele por um momento se obscureceram com a dor. – Mas nos deixaram um bom sheik, seu filho único. O sheik Christopher nos tirará da escuridão.

O coração de Dulce pulou ao ouvir o nome de Christopher.

Dulce: Seu novo sheik está governando sozinho?

Se o homem dissesse que Christopher se casara, ela tomaria o pri¬meiro avião que partisse de Zulheina.
Havia uma limusine estacionada no passeio.

- Este é o seu táxi.

Dulce: Isto é tudo menos um táxi.

- Zulheina é um país rico, senhorita, estes são nossos táxis.

Ela pensou se ele esperava que acreditasse naquilo. Morden¬do seus lábios para abafar um riso quase histérico, ela inclinou a cabeça e deixou que ele colocasse suas bagagens no porta-malas. Ela esperou, com o coração batendo e a boca seca de ansiedade, até que ele deu a volta até a porta de trás do passageiro.

- Você perguntou se nosso sheik governa sozinho. A respos¬ta é sim. Alguns dizem que é porque seu coração está partido.

Dulce engasgou. Antes que pudesse continuar a conversa, ele abriu completamente a porta da limusine. A cabeça em tur¬bilhão, ela entrou no luxuoso interior climatizado.
A porta se fechou.

Dulce: Você fez realmente o que prometeu – ela murmurou ao homem sentado à sua frente.

Christopher se inclinou, com as mãos nos joelhos.

Chris: Você duvidou de mim, minha Dulce?

Seu corpo sofreu um choque atrasado ao som da voz dele. Era profunda e tocante, bela e perigosa, familiar e, ao mesmo tempo, estranha.

Dulce: Não.

Chris: E, ainda assim, você está aqui...

Ela mordeu o lábio e tentou conter um suspiro. Os olhos dele estavam fixos nela, como um predador pronto a atacar.

Dulce: Sim, estou aqui – o carro acelerou de repente e ela caiu para frente. Os braços de Christopher a envolveram e ele a colocou no colo.

Dulce não resistiu. Nem mesmo quando ele tomou seu queixo e a forçou a encontrar seu olhar. Ele estava zangado. Ela podia ver a turbulência em seus vividos olhos verdes.

Chris: Por que você está aqui? – ele a apertou contra seu corpo musculoso e Dulce se sentiu envolvida, dominada.

Dulce: Porque você precisa de mim.

A risada dele a machucou por dentro.

Chris: Ou você veio para ter um caso com um homem exótico, antes de se casar com aquele que sua família escolheu? – com desprezo, a jogou de volta ao seu lugar.

Dulce: Eu não tenho casos – a desconfiança dele era clara, mas ela se recusou a deixar que aquilo a silenciasse.

Chris: Não – ele concordou, com a voz fria. – Você precisaria ter um coração para experimentar a paixão.

Sua frágil confiança foi abalada por este golpe direto.

- Você não pode segurar um homem como Christopher. Ele a es¬quecerá assim que uma princesinha glamourosa aparecer no caminho.

As palavras rancorosas de Sarah explodiram na cabeça de Dulce. Naquela época, elas abalaram sua crença em si mes¬ma, vindas de uma irmã mais velha que conhecia muito mais sobre homens. E se não tivesse sido apenas rancor? E se Sarah tivesse razão?
Tomada pela dúvida, ela olhou pela janela de vidro espelha¬do. Não havia nada além de desertos sem fim.
Fortes dedos em sua mandíbula forçaram sua atenção nova¬mente para a pantera assentada à sua frente.

Chris: Eu vou ficar com você, minha Dulce.

Dulce: E se eu não quiser ser... – ela parou, sem conseguir pen¬sar na palavra exata.

Chris: Possuída? – Christopher sugeriu com um murmúrio aveludado. Dulce estava amedrontada pela fúria nos olhos dele, mas ela tinha vindo de muito longe para se tornar uma vítima de seus próprios medos.

Dulce: Como uma escrava? – sua voz era rouca e seus lábios estavam secos. Mas não ousou molhá-los com sua língua, com medo da reação de Christopher.

Ele a olhou com descrença.

Chris: Você acredita que eu seja tão bárbaro assim?

Dulce: Acho que você está tentando me dar essa impressão.

O canto dos lábios dele se levantou suavemente.

Chris: Ah, eu havia me esquecido.

Dulce: De quê? – ela tentou soltar seu rosto. Impossível.

Chris: Que o fogo de seu cabelo não mente – ele moveu seu dedo sobre o lábio inferior dela e franziu o cenho. – Seus lá¬bios estão secos. Molhe-os.

A expressão do rosto de Dulce se fechou.

Dulce: E se não o fizer?

Ele levantou uma sobrancelha em resposta ao desafio no tom de voz dela.

Chris: Então eu terei de fazê-lo por você.

Dulce enrubesceu ao imaginar Christopher molhando seus lá¬bios. Seu olhar intenso fez com que ela se sentisse como uma presa fácil que ele ficaria contente em devorar. Respirando com dificuldade, ela passou a língua sobre os lábios.

Chris: Assim... – ele correu o dedo lentamente por seus lábios úmidos.

Então, ele a soltou abruptamente. Por um momento, a sur¬presa a deixou empertigada na beirada do assento. Depois, a sanidade retornou como um choque. O rosto enrubescido, ela se afastou até ficar do outro lado do carro.

Dulce: Para onde você está me levando?

Chris: Zulheina.

Dulce: A capital?

Chris: Sim.

Dulce: Para onde em Zulheina?

Chris: Para o meu palácio. Conte-me, minha Dulce, o que você fez nestes últimos quatro anos?

Estava claro que ele não iria responder a mais nenhuma per¬gunta. Dulce engoliu sua frustração, certa de estar em terreno perigoso.

Dulce: Estudando...

Chris: Ah, o diploma de administração – as palavras dele ti¬nham um tom de deboche, uma lembrança dos tempos em que ela chorava em seus ombros, dizendo aos soluços o quanto de¬testava o assunto.

Dulce: Não – assim, ela pensou, o faço sofrer um pouco.

Ele se mexeu e sentou ao lado dela.

Chris: Não? Sua família deixou que você mudasse?

Dulce: Eles não tiveram escolha – ela tinha seguido o que eles mandaram e se desligara de Christopher, mas isto quase a destruíra. Seu estado frágil havia alarmado a família, e ninguém comen¬tou quando ela mudou de curso na faculdade.

Chris: O que você estudou? – ele passou uma de suas grandes mãos em volta de seu pescoço. O calor do corpo dele a envol¬veu por completo.

Dulce: Você tem que sentar tão perto? – ela deixou escapar.

Pela primeira vez, ele sorriu.

Chris: Eu a incomodo, Dul?

Ele a chamou de Dul. Ela lembrou como ele sempre encur¬tava seu nome para Dul quando a queria persuadir a fazer algo, que normalmente era beijá-lo até que ela se sentisse como mel por dentro. Como ela não respondeu, ele se aninhou em seu pescoço e o hálito quente sobre sua pele a excitou ainda mais.

Dulce: Christopher, por favor.

Chris: O que você quer, Dul?

Dulce engoliu em seco enquanto ele passava o dedo em sua garganta.

Dulce: Espaço.

Ele levantou a cabeça.

Chris: Não, você teve espaço por quatro anos. Agora, você é minha.

A intensidade dele era quase assustadora. Aos dezoito anos, ela não tinha sido capaz de lidar com seu poder, carismático e absoluto. Apesar de ele ser apenas cinco anos mais velho do que ela, sua força e determinação tinham sido o bastante para comandar sem desvios o seu povo. Agora, quatro anos depois, ela podia sentir que ele tinha se tornado absurdamente mais forte, absurdamente mais carismático. Entretanto, ela não era mais uma garotinha desprotegida. E ela teria de aprender a li¬dar com Christopher se desejasse um futuro com ele.
Mantendo o olhar firme, ela tirou a mão dele de seu pescoço. Ele a soltou, curioso com aquele olhar estranho. Depois, ela delicadamente lhe beijou a palma da mão.

Dulce: Eu estudei moda – a pele dele estava bem próxima e seu cheiro era irresistível.

Chris: Você mudou.

Dulce: Para melhor.

Chris: Isto ainda tem de ser comprovado – os olhos dele se apertaram. – Quem ensinou isto a você?

Dulce: O quê? – arrepios ameaçaram correr pela espinha dela ao som daquele tom de voz obscuro.

Chris: Este jogo com minha mão e seus lábios.

Dulce: Você me ensinou... Lembra de quando você me levou às cavernas Waitomo? Enquanto a canoa flutuava na gruta aque¬cida pela intensa luz, você pegou minha mão e a beijou desta maneira – ela repetiu a carícia suave.

Quando ela o olhou novamente, percebeu que ele havia lem¬brado, mas suas feições permaneceram frias.

Chris: Houve outros?

Dulce: Outros?

Chris: Outros homens a lhe tocar?

Dulce: Não, apenas você.

Ele a puxou pelos cabelos e dobrou seu pescoço, a obrigan¬do a encará-lo.

Chris: Não minta para mim, eu vou saber – ele disse em desafio.

Ele estava ameaçando controlá-la. Em resposta, ela envol¬veu o pescoço dele com seus braços.

Dulce: Eu vou saber também – ela disse com tranqüilidade.

Chris: O que você vai saber?

Dulce: Se outras mulheres tocaram você.

Os olhos de Christopher cresceram.

Chris: Quando você se tornou fe¬roz, Dul? Você era tão dócil...

Dulce: Eu tive que criar garras para sobreviver.

Chris: E eu devo então ter que ficar assustado com elas?

Deliberadamente, Dulce afundou suas unhas em sua nuca. Ela esqueceu que estava atiçando uma pantera. Para sua sur¬presa, ele não pareceu se incomodar e lançou um sorriso tenta¬dor e perigoso.

Chris: Eu gostaria de sentir suas garras nas minhas costas, Dul – ele murmurou. – Quando estivermos em casa...

Dulce: Na minha casa? – Dulce escapuliu de seus braços, mas ele tentou agarrá-la de novo. – Será, meu macho!

Chris: Não, Dul – ele agarrou seu rosto e o virou bruscamen¬te. – Eu não irei mais seguir suas ordens como um cachorro na coleira. Deste dia em diante, você irá seguir minhas ordens.

Ele a beijou a força. Mas não seria preciso. Dulce se emo¬cionara com a dor que viu nos olhos dele. Ela provocara sua pantera. Era um direito dele exigir compensação.


CONTINUA...


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NOME: “O Campeão (Época)”
AUTORA: Suzane Barclay!!



CAPÍTULO III

Drusa subiu a escada com água e toalhas.

Drusa: Deixe-nos ver onde se machucou, mileide.

Dulce: Não foi nada, só uma batida na cabeça e um arranhão no cotovelo – assegurou Dulce. – Posso fazer os curat...

A criada nem ouvia.

Drusa: Sempre querendo fazer tudo sozinha. – Sorrindo de esguelha para Christopher, lançou-se ao trabalho.

Christopher encostou o ombro na parede e observou a mulher cuidar de Dulce com uma ternura ranzinza que denunciava anos de dedicação. O velho desejo agi¬tou-lhe as entranhas. Qual seria a sensação de ser amado assim? Descartando a idéia, concentrou-se no presente, não no passado turbulento.
Disfarçadamente, analisou a mulher com quem se chocara. Ao se inclinar sobre ela no caminho escuro, algo nela lhe parecera familiar. Agora que a via à luz, porém, a sensação de reconhecimento enfraquecia-se. Talvez fosse seu perfume de rosas que lhe despertava uma lembrança. Com certeza, era bonita o bastante para que desejasse conhecê-la.
O perfil delicado de Dulce era tão perfeito que po¬deria ter sido entalhado em mármore, prejudicado ape¬nas pelas manchas de terra que Drusa ora lavava com todo o cuidado. A criada também lhe soltara as tranças, esparramando os cabelos sobre os ombros esguios e costas abaixo, verdadeiro rio cor de fogo, cintilando como ouro vermelho à luz do fogo.
Devia ter uns vinte anos, o que significava que con¬tava dezesseis quando ele partira na Cruzada. Cres¬cida o bastante para ter-lhe chamado a atenção quando estivera na cidade a serviço de lorde Edmund, graciosa o bastante para merecer um segundo olhar. Seus olhos castanhos, meigos e expressivos, reluziam com duas qualidades que ele valorizava em homens e mulheres: inteligência e espírito aguçado. E, quando sorria, todo o seu rosto parecia se iluminar, com uma luz interior.
Dulce, a boticária, era uma mulher que ele gostaria de conhecer melhor.
Contudo, não era esse o único motivo pelo qual Christopher demorava-se no pequeno e aconchegante solar. A vulnerabilidade e o medo que ela não conseguia dis¬farçar preocupavam-no. Ela fugia de algo quando co¬lidiram. Ou, mais provavelmente, de alguém. A aura de perigo atiçava o instinto protetor do qual seus ami¬gos viviam caçoando.
Você já tem problemas demais.
Christopher colocou-os de lado, para consideração pos¬terior. Parte dele, a faceta branda que poucos co¬nheciam, esperava que Joseph o procurasse. Mas a concha dura em que se encerrara como órfão di¬zia-lhe para não se importar. Tinha seis anos quando chegou à casa de lorde Edmund como pajem. Não fora rejeitado, mas também não fora amado. Não con¬tara com a proteção de um pai ao ser provocado e perseguido pelos outros pajens, nem com uma mãe carinhosa para enxugar-lhe as lágrimas após um tombo nos treinamentos. Seus únicos amigos verda¬deiros eram os cinco cavaleiros da Rosa Negra.

Drusa: Pronto. – Drusa amontoou as compressas na bacia. – Passei creme de betônica nos arranhões, e parece que a batida na cabeça não foi grave.

Dulce: Obrigada – resmungou Dulce, aborrecida com os cuidados exagerados.

Chris: Estou aliviado por saber que não se feriu grave¬mente, senhora Dulce. Temi que mandasse o delegado atrás de mim.

Dulce estremeceu.

Dulce: É a última coisa que eu faria.

Interessante. O delegado John Turnebull era um homem confiável, lembrava-se Christopher. Recearia a moça que o delegado lhe fizesse perguntas às quais não que¬ria responder?

Drusa: Se puder fazer-lhe companhia por alguns minu¬tos, senhor, vou levar estas coisas e trazer uma cerveja – declarou Drusa.

Dulce: Não precisa tomar conta de mim – murmurou Dulce, contrariada.

Chris: Não será sacrifício algum, eu lhe garanto – afir¬mou Christopher. – E uma cerveja cairia muito bem. Talvez já esteja recuperada, mas eu continuo abalado – quei¬xou-se, dramático. – Aliás, acho melhor me sentar.

Puxando uma banqueta, sentou-se diante de Dulce com as pernas estendidas para o fogo.

Drusa: Pois bem, vou num pé e volto no outro – disse Drusa, retirando-se apressada.

Dulce volveu os olhos ao teto.

Dulce: O senhor, um destemido cavaleiro recém-chegado da Cruzada, abalado?

Chris: Ver uma mulher em sofrimento realmente me afeta demais. E a idéia de que podia ter-lhe causado ferimentos graves... – Pôs a mão sobre o coração e suspirou exagerado, imitando Nicholas. – Infalível para fazer uma mulher se derreter.

Dulce riu, um som melodioso, cativante. A alegria transformava suas feições e, de graciosa, ela passava a irresistível. A luz do fogo refletia-se nos salpicos dourados de seus olhos e cabelos. Era como se o sol de repente saísse de trás de uma nuvem, der¬ramando seu brilho sobre o mundo, banindo a es¬curidão e o frio.
Christopher teve o ímpeto inesperado de colocá-la no colo e beijá-la até tirar-lhe o fôlego, envolvendo ambos na¬quela cabeleira gloriosa, vendo se ela correspondia a seu sonho. Já sentia o corpo reagindo, o pulso acele¬rado, os músculos se retesando em prelúdio a uma perseguição tão antiga quanto o tempo. Só que nunca desejara nenhuma mulher tão prontamente ou com tanta certeza quanto desejava aquela.
E ela sentia isso. Podia ver a cautela em seus olhos arregalados, a respiração entrecortada que parecia en¬cher o cômodo de possibilidades. O que faria ela? Gri¬taria? Desmaiaria? Ou se atiraria em seus braços, rea¬lizando a fantasia não revelada?

Drusa: Aiken chegou com o jantar – anunciou Drusa, da escada. – Já estou levando.

Dulce sobressaltou-se, quebrando a magia do mo¬mento. Tinha o rosto corado e o olhar tão confuso que Christopher percebeu que a situação era nova para ela. Tal¬vez até fosse virgem.
A idéia o perturbou ainda mais, o desejo duelando com a necessidade de protegê-la. Sabia que não podia permanecer com Dulce naquele quarto, certo de que não sucumbiria ao desejo que fervilhava entre ambos.

Chris: Vamos descer, Drusa! – Sorrindo resignado, Christopher levantou-se.

Há hora para tudo, dizem. Nossa hora chegará.
Ele estendeu a mão para Dulce.

Chris: Vamos, Dulce, precisamos nos alimentar.

Ela pousou a mão sobre a dele, aquecendo-lhe a carne. Como era possível uma mulher que acabara de conhecer excitá-lo tanto?
Drusa e Aiken aguardavam-nos na cozinha. Uma sopeira fumegante dominava o centro da mesa, entre pão, manteiga e cerveja.

Aiken: Drusa disse que Anahí ficaria preocupada se soubesse que caiu, por isso não contei – comentou o aprendiz.

Dulce: Nem para Tilly? – indagou Dulce.

Aiken ficou sem graça.

Aiken: Ela estava servindo o delegado e nem me viu.

Dulce soltou o braço de Christopher e sentou-se no banco, não antes que ele sentisse seu tremor.
O que ela teria feito?, cogitou ele.
Drusa encheu três tigelas de sopa e serviu cerveja a todos antes de se acomodar ao lado de Aiken, de frente para Christopher e Dulce.

Aiken: Como é que sobreviveu, sir Christopher?

Chris: Foi a vontade de Deus, acho – replicou ele. A vontade de Deus, um pouco de sorte e muita luta.

Dulce: Por que disseram que tinha morrido? – indagou Dulce.

Chris: Tome a sopa e contarei. – Entre colheradas do caldo saboroso, Christopher relatou os eventos que levaram à captura de Hugh e depois para Acre, de cuja prisão o libertaram.

Dulce: Um milagre... – Dulce tinha os olhos reluzentes de lágrimas.

Ela se compadecia de um estranho, espantou-se Christopher, ainda mais atraído. Seus olhares se encontraram e a tensão voltou a dominar o ambiente.

Aiken: Matou muitos infiéis? – quis saber Aiken, com a mesma ansiedade de muitos que haviam navegado com Christopher para o Oriente.

Com esforço, Christopher deixou de fitar Dulce. Infeliz¬mente, a Cruzada não fora apenas um fracasso total, mas um verdadeiro inferno em vida. Condições deplo¬ráveis, clima terrível, doenças, falta de suprimentos, solidão. Tais provações custaram mais aos cruzados do que as espadas e flechas dos infiéis.

Chris: Matamos nossa cota – declarou.

O aprendiz mostrou-se entusiasmado.

Aiken: Gostaria de ter sido treinado para soldado em vez de boticário – resmungou. – Assim, Tilly não me olharia com aquele nariz empinado...

Dulce: Há outras garotas em Durleigh – lembrou Dulce, gentil. – Moças que sabem que um bom boticário pode ganhar vinte vezes mais do que um soldado.

Aiken: Sei. – Aiken empurrou para trás o banco que dividia com Drusa, quase derrubando-a.

Christopher segurou a velha criada pelo braço e olhou, severo para o rapaz.

Chris: Uma das primeiras lições de um cavaleiro é ser cortês com os outros, principalmente com as damas.

Aiken empalideceu.

Aiken: Não quis ser rude.

Drusa: Claro que não – desdenhou Drusa.

Chris: Sente-se, então, rapaz, e lhe falarei das maravi¬lhas que vi na Terra Santa.

Dulce: Tilly com certeza ficaria impressionada – co¬mentou Dulce.

Aiken sentou-se e passou a ouvir com atenção, mas era para Dulce que Christopher descrevia os navios e as cidades com edificações de cúpula dourada, os desertos intermináveis e as palmeiras altíssimas, os povos es¬tranhos e os animais exóticos. O tempo foi passando, até que Christopher notou a palidez e as olheiras no rosto de Dulce.

Chirs: Está cansada.

Dulce: Estou fascinada.

Chris: Não obstante, estou de saída. – Christopher levantou-se devagar, relutante em deixar a cozinha aconchegante e a mulher que o intrigava mais a cada instante. Ela também se levantou.

Dulce: Tem onde ficar?

Chris: A hospedaria.


CONTINUA...

Agradecimentos:


Amanda, Ana, Aninha, Bibinha, Clarinha, Dulce Amargo, Fe, Fernanda, Júlia, Leeh, Lia, Naty e todos os flogs presentes... Obrigada...

Bibinha, meu Deus amiga, num tava sabendo de nda disso hein, q coisa hein, este povo tah mto assim hein, nem sei bem a palavra pra isso, mas credo... axo q a Mai era a mais qria, jah q ela tah sendo protagonista de uma nova novela, e tbm o RBD jah abriu as portas pra ela, agora ela faz isso, aff, as vezes fiko de kra com povo assim hein... pois é neh, ain dexa eles pra lah, RUN, se eles qrem q seja assim, td bem neh, mas qdo eles sentirem falta destes carinhos de fãs ñ venham correr atrás de nós ñ neh, huahuha... bom amiga vo indo agora, espero q esteja gostando das webs, bjaum!!

Aninha, ñ amiga, é contemporanea tbm, mas soh q o Chris é um Sheik ai ele tem meio q akelas tiranias sabe, vc vai ver, vai meio q parece uma web de época soh pelo jeito q ele vai tratar a Dulce, mas ñ é ñ, é mais pelo país onde eles estão, é +- lah para akeles lugares de deserto sabe,e as coisas são meio assim por lah, huahua... espero q esteja gostando das webs viu, bjoo...

Ai ai, pois é neh gente, agora com tantas coisas ai, nem sei em qm acredito, e agora ñ me faz mais mta diferença, eles escolhem os caminhos deles, se eles quisessem eles continuariam... bom ñ tenho mais o q falar, bjaum gente, amo vcs!!!

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